6 de fevereiro de 2008

Fraternidade...


Hoje, Quarta-Feira de Cinzas, deixamos a comemoração do Carnaval para nos recolhermos a momentos de reflexão e penitência. É o período da Quaresma, que corresponde aos 40 anos de peregrinação dos judeus no deserto em busca da Terra Prometida, e os 40 dias em que jesus peregrinava no Deserto logo depois do início de sua vida pública. Para os cristãos, é a preparação para a Páscoa de Jesus Cristo, para a concretização do projeto de Deus de nova aliança com a humanidade.

A Igreja brasileira, além disso, há 43 anos ininterruptos, promove a Campanha da Fraternidade, que a cada ano, aborda um tema diferente da nossa sociedade. Ano passado, abordou a temática da amazônia, sua importância e as consequências de sua não-conservação. Este ano, não poderia ser um tema mais trepidante :D - Fraternidade e Defesa da Vida. Veja o que diz o Site O Catedral:


Nas suas múltiplas formas e manifestações, a vida é um bem impagável e indisponível; cada ser vivo manifesta, à sua maneira, a sabedoria e a insondável providência de Deus Criador. Não criamos a vida, mas temos o tremendo poder de destruí-la; e a destruição da vida pelo descuido e a imprudência humanas, ou pela ganância sistemática e cega, é ofensa ao Criador. Muitas formas de agressão ao ambiente, bem como a interferência leviana na natureza dos organismos vivos, coloca em sério risco a existência da muitos seres vivos, vegetais ou animais. Vem ao caso de perguntar: que tipo de mundo e ambiente estamos preparando para as gerações que virão depois de nós?!

Tratando-se da vida humana, as questões tornam-se ainda mais preocupantes. A pobreza extrema e a falta de políticas sociais adequadas deixam a vida humana exposta a situações de risco e precariedade. A violência endêmica e o crime organizado ceifam numerosas vidas humanas, lamentavelmente, muitas delas, em plena flor da juventude! Submetida à lógica do mercado e da vantagem econômica, a vida humana acaba valendo muito pouco. A degradação ambiental, a contaminação e poluição das águas e do ar, em conseqüência de políticas econômicas irresponsáveis, desencadeiam mecanismos que põem em risco a própria sobrevivência da vida no nosso planeta.

É impressionante o número de abortos clandestinos realizados todos os anos no Brasil. São seres humanos inocentes e indefesos rejeitados, aos quais é negada a participação no banquete da vida. E com os abortos clandestinos, tantas mulheres também perdem a vida, em conseqüência de abortos mal-feitos. Legalizar o aborto seria a solução, para salvar a vida de muitas mulheres? É o que alguns pretendem. Mas essa solução seria trágica, cruel e imoral, pois ambas as vidas são preciosas, tanto mais, quanto menos culpa têm a pagar. A vida da mãe e do filho precisa ser preservada. A solução é a educação para a maior valorização da vida humana e para comportamentos sexuais conseqüentes com a grande responsabilidade de transmitir a vida a um novo ser humano
.

Esse é um trecho da carte de
Dom Odilo Pedro Scherer - Bispo Auxiliar de São Paulo e Secretário-Geral da CNBB sobre a Campanha. Clique aqui para ver o original.

Eh, estão abertos os trabalhos. Hora de refletir.

Inté+

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